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Imprensa - Notícias

» Conferência IACP - 4º Painel "Criminalidade Urbana e Práticas de Combate Eficazes"
Data: 15/06/2010
Fonte: Assessoria de Imprensa

EM FLORIANÓPOLIS, INTELIGÊNCIA POLICIAL É DESTACADA COMO O MELHOR MEIO PARA COMBATER O CRIME NAS RUAS

Discutindo o tema de combate eficaz à criminalidade, hoje dia 15, a Interseg - Feira Internacioanl de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública, foi palco de uma das palestras requisitadas pelos visitantes da IACP (8ª Conferência Executiva de Segurança Pública para a América do Sul da Associação Internacional de Chefes de Polícia), com o título: “Criminalidade Urbana e Práticas de Combate Eficazes”.

Tecnologia, transparência, treinamento e comunidade foram os principais pontos do primeiro palestrante, Cap. Joe Robinson, Supervisor da Unidade da SWAT, de Orlando (EUA). Robinson prendeu a atenção dos presentes relatando como é o combate à criminalidade em sua cidade, no estado da Flórida. Com um discurso bem humorado, o Cap. afirmou que a corporação policial norte-americana também tem corrupção e problemas administrativos, mas destacou que o ponto forte é ser transparente com a sociedade. “Se um cidadão ouvir um tiro no rua e acessar a internet, pode acompanhar online onde foi a ocorrência e como a polícia está atuando sobre o fato”, destaca.

Sobre o combate à criminalidade, o ponto forte destacado pelo policial de Orlando foi o desarmamento dos bandidos e agir com inteligência, não “sair em caçada”, mas sim prevenindo e colocando viaturas onde o crime acontece. “Muitas vezes o policial não quer trabalhar a noite ou nos finais de semana, mas isso é liderança e foco, tem que ser feito, estar onde há maior incidência”.

Em seguida, Geovaldri Maciel Laitartt, coordenador de inteligência da SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e participante do grupo de especialistas que está organizando a segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, que acontecerão no Brasil. Com 18 anos de atividade policial, Laitartt afirmou que hoje, a maioria dos crimes vale a pena e o patrimônio é o que move a maioria dos atos criminais no País. Portanto, a função do polícia nacional é tornar não-atrativa a prática do crime.

Ainda em seu discurso, Geovaldri reforçou a ideia de que a atividade policial não deve terminar na entrega do bandido ao sistema prisional, mencionando que o profissional de segurança pública tem que entender o que acontece com a população depois que o caso se dá por encerrado. “A função da polícia é muito mais do que fazer o flagrante. Temos que conhecer detalhadamente a realidade carcerária e ter uma visão capitalista de enfrentamento do crime”, destaca o coordenador da SENASP.

A visão capitalista mencionada por Laitartt significa que a inteligência policial deve explorar tudo que envolve o crime. “Na minha atuação na Polícia Federal eu nunca imaginava em verificar a conta bancária da tia, ou da mãe de um traficante. Mas é pegando no bolso deles, deixando-os sem recurso, que conseguimos inibir sua ação. Não apenas fazendo a apreensão de quilos e quilos de cocaína, por exemplo”, finaliza o palestrante.

Para encerrar o tema da rodada, o Delegado da Divisão Anti-Sequestro de Santa Catarina, Renato Hendges, descreveu como o Estado tem tão eficaz estatística de combate ao crime, especialmente os seqüestros. Segundo Hendges, em todos os casos de Santa Catarina, os seqüestros resultaram em prisão, seja com pagamento ou não de resgate e em nenhum houve crime terminado em tragédia. O Delegado citou a tecnologia e a inteligência policial como os principais fatores para se atingir tal resultado.

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